Foto de capa de passaporte, 1925. Acervo da família Nobilo Marijetic

Foto e capa de passaporte de 1925. Acervo da família Nobilo Marijetic

Acredito que a memória tem a força da gravidade, sempre nos atrai. Aqueles que a possuem são capazes de viver o frágil tempo presente. Aqueles que não têm não vivem em nenhuma parte” – Patrício Guzmán, cineasta chileno em “Nostalgia da Luz”

 

Lembrar é uma forma de resistência, é como manter vivas as histórias que nos fizeram chegar até aqui. É como nos chegam as lições do passado, com as quais estabelecemos vínculos e entendemos quem somos.  Por isso a memória dos primeiros imigrantes croatas-dálmatas – sua trajetória, identidade cultural e relação com a cidade de São Paulo – precisa ser recuperada, preservada e divulgada.

O projeto Memória Dálmata, coordenado por Katia Gavranich Camargo, desenvolvido pela Sociedade Amigos da Dalmácia (SADA), com apoio do Escritório dos Croatas Residentes Fora da Croácia, propõe a coleta, organização, digitalização, reprodução, catalogação e disponibilização de fotos, passaportes, documentos pessoais, cartas e objetos relativos aos imigrantes das aldeias de Blato e Vela Luka que vieram massivamente para o Brasil no biênio 1924-25. Visamos com isso a constituir um acervo da memória histórica dos croatas-dálmatas no país.

Pretendemos valorizar a presença croata-dálmata em São Paulo, especialmente no Bairro do Belém, onde esses imigrantes construíram redes de sociabilidade e integração ao país que os recebeu. Em pauta, a valorização da presença croata-dálmata no contexto da cultura urbano-industrial de São Paulo e a ampliação do conhecimento sobre a diversidade cultural nesta cidade.

Este acervo ficará de várias formas disponível para consulta:

  • pela Internet, através do site da SADA que hospeda o acervo digitalizado e, também, pelas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram)
  • na sede da Sociedade Amigos da Dalmácia, para consulta local
  • em exposições fixas e itinerantes sobre imigração.

Este projeto pretende também criar uma rede de conexões com as demais comunidades dálmatas espalhadas pelo mundo. Para isso, já iniciamos contatos com instituições culturais e pessoas ligadas à preservação da memória em Blato, como Blatski Fižuli Ustanova i Kulturi e com a Matica Iseljenika Hrvatska, de Split.

Para que tudo isso aconteça, precisamos de você. Caso você tenha em casa algum documento, foto, carta, objeto, passaporte ou outro documento pessoal relativo à imigração croata-dálmata de 1924/1925 e se dispuser a compartilhar isso com o projeto, basta entrar em contato conosco pelo e-mail: cursodecroata@gmail.com