Poesia no Jantar em homenagem à Sra. Kolinda Grabar-Kitarović

Katia Gavranich CamargoEventos croatasLeave a Comment

Um dos pontos altos do jantar em homenagem à Presidente da República da Croácia, Sra. Kolinda Grabar-Kitarović, foi a leitura da tocante poesia Ruke u Ruci, de autoria de Kristina Bodrozić-Brnic. Uma homenagem à todos os imigrantes croatas, que como ela, escolheram o Brasil para viver. Aqui, temos a versão em croata e em português, pela própria autora:

RUKE U RUCI

Kristina Bodrozic-Brnic

Danas ja vama poklanjam riječi.

Riječi o tome kako smo došli, kako živimo

 i kako sve bi moglo biti.

U prošlosti smo imali početak.

Brodom smo došli s nadom,

U kavi utopili naše strahove,

 I dom stvorili našima.

U srcu smo plakali,

Daleko od naše zemlje,

Našeg mora i naših planina.

Stup do stupa,

Cigla do cigle,

 I ruke u ruci,

Tako smo brojali godine .

………….

Ovih dana unučad zna

Da ovdje ni boja lica, ni vjero​is​povijest,

A ni odabir ljubavi ne definiraju osobu.

Sanjaju o našoj zemlji još,

Zemlja ožiljaka i ljepote.

Pitaju još više pitanja,

I pričaju i još više priča.

Žrtve prošlosti

Nalaze se u plesu.

Sjećanja prolaze s njima.

….

I što se znade današnjim danom

O budućnosti koji dolazi,

Bez tuge i bez želja?

Ništa, nego samo da

To što stvorimo

U novim generacijama,

Bit će i njima nit u vremenu.

MÃO EM MÃO

Autoria e tradução: Kristina Bodrozic-Brnic

Hoje vou presentear palavras a vocês,

Palavras sobre como chegamos, como vivemos

E como tudo poderia ser.

Tivemos o nosso início no passado,

Com esperança chegamos de barco,

Em café afundamos os nossos medos,

E casas construímos para os nossos.

No coração choramos,

Tão longe da nossa terra,

Do nosso mar e nossas montanhas.

Coluna por coluna,

Tijolo por tijolo,

De mão em mão,

Foi assim que contamos os anos.

………….

Nos tempos dos netos se sabe

Que nem a cor do rosto, nem crença

E nem a escolha do amor define uma pessoa.

Ainda sonham com a nossa terra.

Terra de cicatrizes e beleza.

Perguntam mais perguntas,

E contam mais contos.

As vítimas do passado

Achamos nas danças

As memórias passam com estas.

….

E o que se sabe hoje em dia

Do futuro que virá,

Sem tristeza e sem desejo?

Nada, somente que

Aquilo que criamos

Nas gerações novas,

Vai ser o fio do tempo deles também.

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